Sintsama-RJ reforça denúncias de que a privatização deu ruim para a população
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Na audiência pública, realizada nesta quarta-feira, dia 02, na Alerj, a direção do Sintsama-RJ denunciou as mazelas da privatização da Cedae, com a piora do serviço, falta de água para a população e o aumento abusivo das tarifas.
Além da constante falta de água, o deputado Jari Oliveira, que presidiu a audiência através da Comissão de Saneamento Ambiental, questionou os sucessivos aumentos das tarifas. Segundo ele, ainda em novembro de 2021, houve um reajuste de 9,86%, que pelas regras da concessão só deveria ocorrer em abril de 2022.
Ainda segundo Jari, o último aumento concedido pela Agenersa foi de 13%, quando a inflação ficou em 4,27%. “Nada mudou, a Águas do Rio continua deixando a desejar no atendimento, são constantes as reclamações de falta de água, mas com a conta chegando”, disse o deputado.
O presidente da Agenersa, Rafael de Menezes, também foi questionado por conta do diferimento (desconto) para Águas do Rio de 22% da fatura do bloco 4, o que levou a Cedae a deixar de receber R$ 700 milhões.
Os deputados também questionaram o valor da água cobrado para a população, onde são diferentes o tratamento necessário. Em Magé, por exemplo, onde praticamente não tem custo para tratar, a água é vendida pelo mesmo preço, apesar de já ter uma melhor qualidade. Por conta disso, não é justo que a população pague o mesmo que em outras localidades.
Na audiência presidida pelo deputado Jari Oliveira, também estiveram os deputados Elika Takimoto, Renato Machado, Luiz Paulo, Vinícius Cozzolino e Marcelo Dino. Além da representação do Ministério Público e da presença do subsecretário da Casa Civil, Cássio Nogueira e do diretor da Cedae, Daniel Okumura. Pelo Sintsama-RJ, participaram os diretores João Xavier, Lima e Joca.
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